Eu trago a minha história para que você construa a sua: por Anelise Coelho

Anelise Coelho sempre quis ser professora de crianças, mas ouvia em casa que ser professor não daria o status e dinheiro que, então, por influência da educação em casa, ela acreditava que precisava. Como a maioria das pessoas, chegou na hora de escolher o curso para vestibular, e a escolha foi Direito. Mas antes de confirmar a inscrição, sua irmã mais velha, Danda Coelho, insistiu para que não desistisse do seu sonho de ser professora, e orientou a fazer os dois vestibulares, Direito na faculdade particular e Pedagogia na Federal, pois assim os pais não teriam o que reclamar sobre custear um curso de formação de professores.  

E não é que deu certo, cursou os dois simultaneamente, pois o Direito era pela manhã e a Pedagogia no período da tarde. Terminou Pedagogia em 4 anos e já no último ano de Direito também cursou uma Especialização em Psicopedagogia e Administração Escolar. Então, chegou a hora de trabalhar para ganhar dinheiro! Com uma indicação, logo começou a trabalhar no curso de Pedagogia e concluiu o Mestrado em Educação. 

Logo passou a trabalhar no LAR – Laboratório de Aprendizagem e Recreação da UTP: um espaço que atendia crianças de 3 a 10 anos de idade da comunidade, filhos de professores, de funcionários e de estudantes. “Sempre digo que este havia sido o melhor trabalho da minha vida, pois eu podia proporcionar conhecimento às crianças em diferentes faixas etárias, proporcionando trocas incríveis de aprendizado entre elas, sem ter que correr com os registros de conteúdos para a Secretaria de Educação…”, explica Anelise, e complementa: “…era aprendizagem verdadeira, que sempre partia do interesse das crianças …”.  

Depois desta etapa foi para uma grande rede de colégios: Associação Franciscana de Ensino Senhor Bom Jesus. Trabalhou como auxiliar, como professora, como apoio pedagógico… e então foi convidada para dar aula na Pedagogia na Faculdade. “Dizia às minhas alunas que eu era uma professora exigente com elas porque “um dia” elas poderiam ser professoras dos meus filhos”, falava Anelise. 

Os anos se passaram, Anelise saiu e fez carreira em uma outra Universidade. Trabalhei com Educação a Distância, coordenou cursos de pós-graduação em Educação, coordenou disciplinas EaD em cursos presenciais. Aí então achou que tinha se encontrado profissionalmente, fazendo algo que estava adorando… ainda mais que os seus conhecimentos sobre legislação (lembram lá do curso de Direito) eram sempre utilizados na função de coordenação. 

Na vida pessoal, engravidou e durante o período de licença maternidade visitou muitas escolas para matricular o seu bebê, se encantou com a proposta da Escola Parlenda, que segue a abordagem Reggio Emilia, em busca de uma cultura de paz, respeito às diferenças, à natureza e pautada na arte, além de ter um espaço físico incrível, com grande área verde a ser explorada pela crianças.  

Voltando à Universidade, o cenário havia mudado, estava tudo tão diferente que não Anelise sentia que não se enquadrava mais ali. Procurou novos caminhos no Ensino Superior e teve novas oportunidades. Voltou a lecionar na Pedagogia de outra instituição e, de repente, aquilo que ela dizia para as suas alunas se concretizou: tinha diversas alunas que trabalhavam como auxiliares na escola que Anelise escolheu para o seu filho! “Neste momento eu estava muito mais realizada do que imaginava que poderia… influenciando as professoras do meu filho! Levando-as a refletir sobre a Educação Infantil e todos os aspectos que a formam… acolhimento, contato com a natureza, entrega, interações, brincadeiras…”, confessou Anelise. 

Neste momento Anelise passou a ser a coordenadora pedagógica e de Educação a Distância de uma faculdade da área da saúde, a Faculdade Herrero. Seu filho foi crescendo com o apoio da escola e Anelise foi se apaixonando a cada dia mais pela abordagem Reggio Emilia. “Quando eu contava às minhas amigas sobre como estava sendo a vida escolar do meu filho e apoiava meu discurso nos meus conhecimentos sobre a área, todas ficavam maravilhadas.”, relatou ela. Foi quando percebeu que precisava levar essa abordagem também às famílias, e não apenas às suas alunas, mas ainda não sabia como fazer. 

A ideia ainda não estava formada e foi amadurecendo aos poucos. Quando pensou em ajudar uma conhecida que tinha um salão de beleza a trazer clientes para seu espaço, sua primeira ideia foi criar um espaço para crianças no salão. Foi quando sua mãe, Jussara Barbosa, sugeriu que conversasse com a dona da rede de salões, a Marly Minatti, que conheciam há muitos anos. “Então elaborei um projeto apresentando a ideia de um espaço kids criativo para crianças dentro do salão, inspirado na abordagem Reggio Emilia, e apresentei à Marly o “Brincar e Criar”: ela adorou e apoiou a ideia. Em menos de 2 meses o Brincar e Criar foi aberto dentro do Salão Marly Batel…”. 

A ideia foi tão aprovada que as famílias começaram a pedir atividades fora do espaço do salão… e foi assim que o Brincar e Criar passou a levar o know-how a colônias de férias em condomínios, a festas de aniversário, a inaugurações de lojas e eventos variados. “Agora o próximo passo é encontrar um imóvel que seja “a cara” da proposta, com espaço amplo e área verde, aonde as crianças possam passar algumas horas, quando suas famílias precisarem de um suporte qualificado.”. Foi assim que Anelise percebeu que a sua ideia realmente tinha virado um negócio, e que ainda trazia uma autorrealização. 

Neste momento de isolamento social, as redes sociais do Brincar e Criar oferecem sugestões de atividades para as famílias para interagirem com suas crianças. “Esperamos que tudo passe rapidamente para que possamos estar novamente em contato direto com os pequenos, oferecendo interações de qualidade, brincando e criando.”. Com brincar e criar é divertido aprender.  

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